Apartamentos Maine, HavanaTemos que falar de um grupo musical, os Cubanil. Ouvimo-los enquanto almoçávamos num simpático restaurante localizado na esquina de uma rua perpendicular ao Seminário de Havana, cujo nome não fixámos.
Eram três, tocavam harmoniosamente, exaltavam a Cuba outrora grandiosa reduzida a escombros e miséria pelos comunistas. Mas o que me marcou neste grupo foi o facto de um dos elementos ser cego. Deve ser um horror ser invisual num país em que a pobreza se encontra a cada esquina. Ali estava ele a tocar guitarra, como se tivesse nascido para o fazer, sem artíficios... Que tenacidade, que preserverança, que força guiava a aquele homem perante tantos obstáculos... Será talvez a sua paixão à música? Talvez o tocar/cantar seja a sua forma de "ver".
Foi difícil acabar o almoço... Esta era a imagem de Cuba, sobreviver, inventar, re-inventar. Fidel Castro é, agora, um velho senil e limitado. Obriga o seu povo à mais inacreditável privação. O Turismo é hoje o grande ganha pão de uma nação parada no tempo...
Curioso... Que um ditador comunista se sirva dos euros "capitalistas" para viver...